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Edson em frente da estátua de Pe Cicero em Juazeiro do Norte, Ceará
Edson e Betima, geólogo, em Crato,Ceará,
centro de pesquisas para fósseis
São Cristóvão, Sergipe, é a quarta cidade mais antiga do Brasil. Fundada em 1° de janeiro 1590 por Cristóvão de Barros.
Rio São Francisco (O Velho Chico), que separa Sergipe de Alagoas.
Souza, Paraíba: Parque dos Dinossauros, rastos petrificados.
 
Edson se imaginando no tempo dos dinossauros.
Santa Luzía, Paraíba
Santa Luzía: Encontro com
estudantes de geologia
Sol nascente no ponto mais oriental da america do sul, João Pessoa,
Paraíba
entrevista sobre a historia de Pernambuco com Luíz, Goiana, Pernambuco

Serra da Barriga
Texto de Edson em setembro  2005

Quando o Brasil era colônia de Portugal os portugueses escravizavam índios e
negros  trazidos da África. O regime de escravidão era cruel e inconformados
com os maus tratos os escravos sempre procuravam fugir. Os índios na grande
maioria das vezes tinham sucesso em seus fugos porque conheciam como ninguém
os matos.
Já os negros não, eles não eram nativos daqui. Com isso,
procuravam ir para os locais mais escondidos e de difícil acesso possível.
Onde eles se agrupavam recebiam o nome de quilombo e seus moradores (os
negros fugitivos) eram quilombolos.
O Quilombo dos Palmares foi o maior e mais famoso de todos, era localizado
na Serra da Barriga que pertence ao município de União dos Palmares- Al.
A Serra da Barriga está a alt. 99m, lat. s 9 graus 10`198``, long w 36 graus
05`285``

Visitar a Serra da Barriga é qualquer coisa extraordinário, pois simbolisa a
luta dos escravos pelo fim de seus sofrimentos. Uma estrada não tão cuidada
dá acesso ao topo da serra, dá para imaginar naquele tempo sem trilha alguma
a dificuldade com que os negros chegaram até lá. Mas era de propósito a
escolha dos lugares mais distantes e dificultosos,  pois assim se sentiam
mais seguros. A escolha da serra servia também como mirante. Logo logo dava
para observar a aproximação dos inimigos na tentativa de recaptura-los.


Observando do mirante, a emoção foi total. Eu, um negro brasileiro, naquele
momento me senti um...
Ganga Zumba, um... Zubi, um negro qualquer naquelas
batalhas, pois foi lá o local de maiores batalhas entre os negros e os
homens que estavam a serviço dos senhores de engenhos.
Pobres homens que não
ganhavam absolutamente nada pra judiar outro ser humano.

Pelo sertão e área com plantação de cana-de-açúcar.

Saindo de Sobral, as colinas marrons do Sertão se
tornam nossa companhia constante. Descemos o Ceará na
direção sul, cortando-o ao meio. Quilômetros e
quilômetros de paisagem seca, plantas sem folhas,
queimadas. A garganta ficou seca por causa do vento
seco e quente.Visível era a luta das pessoas pela
sobrevivência,criando bode e plantando o poucoque o
clima permite.
Paramos na cidade de Quixadá,um lugar muito bonito
cercado de rochas. sobimoa a chamada Serra do Bispo
onde se encontra um centro de peligrinação para N.
S.Imaculada Rainha do Sertão.Na catedral há uma
homanagem a todas as padroeiras dos países
latinos-americanos. Tem umm quadro reservado para cada
uma das padroeiras, a história de sua aparição e a
bandeira de cada país que ela é padroeira. Tambám em
Quixadá conhecemos um açude com um muro impressionante
construido por D. PedroII.Cada pedra conta a história
dos escravos que trabalharam, sofreram e morreram
naquela obra.


Logo depois chegamos em Quixeramombim,uma cidade na
qual Edson tinha uma reportagem bonita na TV Diário de
Fortaleza, lá constatamos que não tem tantas belezas
como foi apresentado.Agradecemos de pernoitar na casa
de um homem muito gentil mas muito bêbado e seguimos
viagem.
Em Juaseiro do Norte visitamos o Memorial do Pe.
Cícero. Na cidade cizinha, Crato,ganhamos uma aula
particular com Berimar,um geólogo que faz pesquisa com
os fósseis da região. A Bacia di Cariri é o lugar onde
se encontra os fósseia de melhor qualidade em todo
mudo, não somente seres marítimos, mas tambám plantas
e insetos de eras em que aregiáo era seca ou a água
doce predeminava.
Entranos na Paraíba por Cajazeiras e seguimos a BR
direto para o litoral.Passamos na serra da Borborema,
a paisagem muda rapidamente. Que descanso de
reencontrar o verde!
Pernoitamos em Riachão do Bacamarte, aproveitamos mais
uma vez da hospitalidade dos nordertinos.Uma senhora
nos deixou dormir em um casarão antigo que ela só usa
quande tem visita.A comunidade nos recebeu com muita
curiosidade e muito calor homano.
a próxaima noite já passamos em João Pessoa,numa
pousada na praia. Gostei do Museu de Arte Sacra. Uma
igreja no estilo Barroco com muito elementos da arte
regional. Começamos então a descer pelo litotel no
sentido sul.A paisagem agora é predominada pelas
plantações de cana-de-açúcar.

Colinas num verde
saturado, a cana que balança levemente ao ser tocada
pelo vento. Algumas refinarias se destacam no meio dos
canaviais.Passamos por engenho que parecem antigos.
Casas Grandes, bonitas, pintadas de branco,estradas
largas...será que a sensala era ali? Não paramos para
constatar.Ao longo da viagem tento de imaginar a vida
nesse país no passado. Os donos ricos, rígidos, as
damas chateadas com a vida sem diversão, a dor e o
sofrimento dos escravos...
Volta ao presente quando passamos por um dos inúmero
acampamento dos sem-terra que tem aqui. Pertto da
bandeeira vermelha, uma bandeira do Brasil, rasgada ao
meio. A noite Edson canta:" Que país é esseeee".... De
Legião Urbana.
Em Goiana-PE, falamos com um filósofo local. Seu Luis
de 83 anos, muito lúcido nos conta a hitória da cidade
e do Brasil, toda em resumo.Um defensor da família
real.
Conhecemos Olinda, cidade hitórica muito interessate e
bomita. A tentetiva de conhecer Recife nõa teve
sucesso. Era domingo, tudo parado, não encontramos
ninguém que nos informasse nada(a moça que encontramo
no setor de informações que é formada em História, não
soube dar informação alguma.Onde vamos parar? Alguém
formada em História e não cohece sua própria história)
e os pontos interessantes ficam longe um  do outro. Em
Recife até as agências do Banco do Brasil são raras, é
incrível mas é.Voltamo para a pousada em Olinda
frustrados.Seguimos  caminho pela costa marítima,
conhecemos a primeira praia naturalista do Nordeste,
Tambaba. Em Palmares reencontramos a BR. A próxima
parada foi União dos Palmares(veja o texto de Edson).
Em Real do Colégio passamos a noite em uma escola.
Bonita a disponibilidade das pessoas para nos ajudar!
Paramos em várias cidades históricas.Marechal Deodoro,
onde nasceu o primeiro presidente do Brasil. Depois
veio Laranjeiras tem um museu muito interessante.
Vimos   vários materiais da época da escravidão e
vários bonecos que os deuse do Candomblé.Passamos em
São Cristóvão, a 4ª cidade mais velha do Brasil. Em
Estância deixamos a BR para para a chamada Linha
Verde.
Depois da estrada lotada de caminhões e cheia de
buracos, a estadual é puro descanso. Na ida para
Salvador paramos na Praia do Fote. O projeto Tamar eu
já conheço da viagem do ano passado com a minha mãe,
mas é interessante ver as tartarugas novamente.

O forte Garcia D'Ávila, estrutura fechada no ano passado
quando passei lá com minha mãe,agora conheci uma ruina
muito interessante.

Garcia D'Ávila era filho de Tomé
de Sousa primeiro presidente do Brasil.Junto com seu
filho Francisco Dias D'Ávila, construiu a Casa da
Torre entre 1551 1624. Ela é a primeira grande
edificação portuguesa no Brasil.Serviu como forte e
ponto de observação para vigiar a costa. Tambám é o
único castelo feudal das Américas e sede do maior
latifundio do mundo com 800m2 que se estendeu do Pará
até a Bahia.


Chegamos em Salvador dia 9 de setembro. alcançamos
mais uma das grandes paradas da nossa viagem.

Salvador e Porto Seguro
Texto de Edson, 25 de setembro 2005

Salvador foi a primeira capital do Brasil, hoje é conhecida
internacionalmente milhares de turistas visitam-a anualmente.
Pelourinho, seu centro histórico, é mais procurado do que suas
praias pelo seu acervo cultural, histórico e arquitetônico
Segundo populares, o pelourinho(lcoal onde os escravos eram
amarrados para serem cartigados e que deu horigem ao centro
histórico) foi derrubado, porque lembranças tristes do ássado,
os descendentes de escravos não querem estar sempre lembrando.
Porto Seguro, local de chegada dos portugueses e do premeiro
povoado do Brasil. Momentos após a cheguada, Cabral do alto
observava o mar e via uma barreira de corais que impedia que
as hondas do mar batessem com violência no porto e disse:
____ Puxa, como esse porto é seguro!
Daí a horigem do nome da cidade, Porto Seguro.
Cabral e sua turma logo preocuparam-se em fixar um mastro que
marcava a posse da terra invadida e não descoberta. Logo começou
a exploração. Poucos dias após achegada, os portugueses abriram
uma enorme clareira à beira mar para a celebração da primeira
missa no Brasil e, certamente foi o maior programa de índio
depois do contato com o homem branco.
Depois de gentilmente terem recebidos os portugueses o que os
índios receberam em troca foram os maus tratos, a escravidão,
a mudança forçada de cultura, costumes, etc.
Visitando o Parque Nacional do Monte Pascoal, com a companhia
de uma guia nativa da região uma índia Pataxó que, naõ fala a
língua de seus antepassados, não conhece sua histórai e nem tem
os costumes de seu povo.
Ela é fruto da miscigenação de índio, branco e negro. Essas foram
algumas das desgraças que os portugueses fizeram com os índios que
encontraram no Brasil, acabaram com a identidade cultural a maioria
dos nativos.


Minas Gerais
Cruzando a Serra dos Aimorés entramos em Minas Gerais por Nanuque. Fomos na
direção oeste até Teófilo Otoni e descemos na direção sul até Caratinga.

Lá, deixamos a BR rumo a Cons. Lafaiete, passando pelas cidades históricas mais
importantes do estado, Mariana, Ouro Preto e Congonhas. Descemos então a BR
040 direto ao estado de Rio de Janeiro.


Como o texto de Edson demostra, os Portugueses, quando descobriram o Brasil,
naturalmente se instalaram primeiro na costa marítima. Precisando de terra
e especialmente de mão-de-obra, quer dizer escravos, grupos de homens
audaciosos no século XVIII começaram a explorar o interior do país. Quando
esses chamados Bandeirantes chegaram na região de Minas Gerais, encontraram
o que todo colonizador esperava de encontrar: Ouro e pedras preciosas. A
quantidade era imensa e até hoje não tem certeza sobre as fortunas enormes
que foram estraídas das minas e que depois deram o nome ao estado. As cidades
que foram fundadas nessa época brilham até hoje. Casas bonitas, praças
enfeitadas e sobretudo igrejasriquíssimas.

Predomina o estilo Barroco,
trabalhos em madeira dourada. Que habilidade dos artistas da época -
e que demonstração de poder e riquesa da igreja! Eu admiro e sinto
receio ao mesmo tempo, sabendo que o preço d etanto luxo foi a
despopulação da África e a extinção de índios da América.Pois foram os
escravos que exploraram as minas para os ocupadores, sofrendo em
condições imagináveis. Enquanto o olho se perde nos detalhes dos
ornamentos, meu coração está doendo. Meu deus, igreja não deve ser
assim... Entre os artistas que trabalharam e Minas Gerais se destaca
o chamado Aleijadinho, ( http://congonhas.caldeira.adv.br/ )

famoso por sua figuras vivas. depois de ter
sofrido com uma doença incurável e que perdeu parte de suas mãos,
mesmo assim continuou deu trabalho.Vimos trabalho dele em todas as
cidades histórica que visitamos, mas o encontro mais emocionante foi
em Congonhas. Além de figuras dos 12 profetas na entrada da Basílica
ele representou o sofrimento de Cristo em 7 cenas comfiguras do tamonho
de pessoas.As cenas são tão vivas que o observador se sente incluido
nelas. Tive que fazer umesforço para voltar no presente depois de
tervisitado as capelas onde ficam as figuras...

No século XIX,
Minas Gerais foi o núcleo de uma revolta para a independência do Brasil.
Tiradestes, o mais famosa dos inconfidentes, nasceu e viveu em Minas
Gerais e foi morto pelo poder público no Rio de Janeiro . O Museu da
inconfidência em Ouro Preto guarda os restos mortais dos heróis
brasileiros que querias ivrar o Brasil da ocupação portuguesa.
Além disso, nãp vimos muita coisa nesse museu.ele está em reforma
e mostra sala basicamente vasias ao visitante. Em troca, vimos dois
museus de arte sacra muito ricos em Mariana e Ouro Preto. visitamos
também uma mina de ouro, descemos num carrinho de 1931 de fabricação
inglesa, sendo os ingleses os últimos que exploraram as minas na região.
Nessa época já com dinamite e máquinas modernas. Foram dias
impressionantes ,emocionantes e cansetivos. Vi de perto mais uma parte

importante da formação desse país.

 

 

Rio de Janeiro e São Paulo
texto de Janina 2/10/05
Entrando no estado de Rio de Janeiro, visitamos primeiro o Museu Imperial em
Petrópolis. www.museuhistoriconacional.com.br/

 A antiga residência de verão da família real é muito bem
conservada e mostra objetos da vida cotidiana do Imperador. Ficamos
impressionados com a coroa bonita de Dom Pedro II. O palácio transmite uma
idéia muito viva da riqueza, do luxo e da elegância do Brasil colonial.
No Rio de Janeiro passamos uma tarde inteira procurando uma pousada. Nisso,
conhecemos bem o bairro St. Tereza, subindo e descendo ladeiras, sempre
fugindo do bonde.

Visitamos o Museu National. Várias partes estão em
reforma, mas as múmias egípcias eram bem interessantes. Eu gostei muito dos
esqueletos dos mamíferos gigantes, não sabia que além dos dinossauros
existiram outros animais tão grandes na pré-histórica. Subimos o Corcovado
e, claro, fomos para praia, mas o tempo não convidou para demorar.
Saindo do Rio, o tempo piorou.

Pela primeira vez na viagem andamos dois dias
só na chuva. Ficou difícil de secar tata coisa molhada. Porque molhamos
muito, percebendo então que estavamos mal equipados para o clima do Sul. Por
isso, fizemos bastante compras em São Paulo. Paramos antes em São Vicente,
primeira vila do Brasil.

São Vicente, SP, é a cidade mais antiga do Brasil. Fundada em 22 de janeiro de 1532 pelo navegador português Martim Alfonso de Souza. Foi a primeira capital de São Paulo por 117 anos e de 1532 a 1549 foi a capital do Brasil.

Fiquei um pouco decepcionada. São Vicente
simplesmente forma uma cidade enorme junto com Santos. Não existe centro
histórico, só uma área pequena com réplicas de casas e o equipamento para
uma peça de teátro que acontece cada ano na praia da cidade.
Então, em São Paulo compramos roupa de chuva e Edson tirou sua habilitação
international no tempo record de 10 minutos. Acho que ele mereceu: Quem
consegue se virar no trânsito de São Paulo certamente pode dirigir em
qualquer lugar do mundo. Ainda bem que os Paulistanos conhecem bem sua
cidade e explicaram tudo com muito cuidado. Passamos um bom tempo tentando
de conseguir um seguro para nossa moto. Não tivemos sucesso. Antes de ficar
estressados com a cidade, resolvemos de sair. Pegamos a Regis Bittencourt em
direção a Curitiba.
www.csey.de/rio/stt.htm